Em defesa dos torturadores.

Li na revista Vesga, digo, Veja desta semana um artigo não assinado e intitulado “Obrigado, Tarso Genro”, no qual o autor fala sobre o abrigo político concedido pelo Ministério da Justiça ao italiano Cesare Battisti (na foto), atitude que a revista considera um ato da “Aristocracia do terror de esquerda”. O pedaço de papel encadernado não poupa críticas ao ministro, principalmente em relação a abertura dos arquivos da ditadura militar, como transcrevo: “Em outubro, ele propôs a revisão da Lei da Anistia com intuito de punir torturadores do regime militar, um surto de revanchismo e inoportunidade(...).”
Achei curioso que para defender torturadores o anônimo fez uso da mesma expressão “revanchismo” que o ministro utilizou em entrevista à revista Caros Amigos, publicada em outubro, quando dizia justamente o contrário. Para a Vesga, digo, Veja estas atitudes fazem parte das “reações ideológicas automáticas do ministro”. Já o ministro Tarso Genro, segundo a entrevista divulgada pela Caros Amigos, afirma: “Não concordo que se deva esquecer. Não se tem nenhum sentido revanchista quando se fala na questão da tortura (…). O que se tem é o desejo de conhecimento de justiça.”
Cesare Battisti foi condenado a prisão perpétua por quatro assassinatos, sem provas periciais e apenas com o testemunho de um ex-colega que agora vive em algum lugar do mundo sob nova identidade.
O mesmo desejo de conhecimento de justiça mencionado pelo ministro é claramente massacrado por muitos, que utilizam do asilo político concedido a um estrangeiro pelo Ministério da Justiça como trunfo para exigir o perdão dos torturadores dos anos mais negros da história do Brasil no século XX.

Ranking do Procon

Saiu o Ranking 2008 do Procon, descobri que já tive atritos com cerca de 10 dos estabelecimentos citados. Espero que as estatísticas sirvam não apenas nos alertar sobre problemas que podemos enfrentar ao contratamos serviços ou produtos, mas também para punir de forma efetiva aqueles que tentam de toda a forma nos enganar e se esconder nas brechas da lei. E olha que a minoria da população que se sente lesada formaliza as reclamações, os números poderiam ser bem maiores e o trabalho de quem luta por mudanças e direitos do consumidor também.
Um dos homens mais lindos que meus olhos míopes já contemplaram. E suas composições são um poço de conhecimento, cultura e história brasileira. Amo!!!

O terceiro vídeo é o que mais me chama à atenção. A censura militar comendo solta, então, ele e o ex ministro da cultura Gilverto Gil, foram dando uma enrolada na letra da música. Mas a platéia sentia e sabia muito bem o que se pedia, quase em oração, naquele momento de repressões e torturas.





Beirut

Em elevadíssimo estado de espírito deixo-vos uma dica memorável de imaculáveis canções.

Alguns instrumentos observados: violino, sanfona, violoncelo, piano, saxofone, trompete, palmas, baquetas, mesa e... melancia.

Para degustá-las acesse o site oficial da banda http://www.beirutband.com/

300 - 299 = 1

Essa é do Kibelouco, e é velha. Mas tive que postar para eu lembrar do quanto ri.